Dor no joelho: causas comuns, sinais de alerta e quando procurar ajuda

A dor no joelho é uma queixa bastante comum. Pode surgir depois de uma caminhada mais longa, durante a prática de exercício, ao subir escadas ou até sem que exista uma causa aparentemente óbvia.

Por vezes, é apenas uma resposta temporária ao esforço. Noutras situações, pode ser um sinal de que existe uma lesão, uma sobrecarga ou outro problema que merece ser avaliado.

A questão é: como saber quando a dor no joelho é algo passageiro e quando deve procurar ajuda profissional?

Porque é que o joelho pode começar a doer?

O joelho é uma articulação complexa e está sujeito diariamente a uma grande quantidade de carga. Caminhar, correr, saltar, agachar ou simplesmente permanecer muito tempo de pé implica trabalho dos músculos, tendões, ligamentos e estruturas articulares que o constituem.

Por isso, existem várias causas possíveis para uma dor no joelho.

Entre as mais frequentes encontram-se:

  • Sobrecarga provocada pelo exercício ou aumento repentino da atividade física;
  • Movimentos repetitivos;
  • Lesões desportivas;
  • Alterações da mobilidade ou da força muscular;
  • Inflamação de tendões ou outras estruturas;
  • Desgaste da articulação;
  • Traumatismos, como quedas ou pancadas;
  • Alterações na forma como caminhamos ou distribuímos o peso.

Nem sempre a intensidade da dor permite perceber a gravidade do problema. Uma dor aparentemente ligeira que se mantém durante semanas também merece atenção.

Dor no joelho depois do exercício: devo preocupar-me?

Nem toda a dor depois do exercício significa que existe uma lesão.

Quando começamos uma nova atividade, aumentamos a intensidade do treino ou fazemos um esforço a que o corpo não está habituado, é normal existir algum desconforto muscular.

No entanto, há uma diferença importante entre sentir o corpo cansado e sentir uma dor que limita os movimentos ou que persiste.

Se a dor aparece repetidamente durante a corrida, ao fazer agachamentos, subir escadas ou praticar determinado exercício, vale a pena perceber porquê, em vez de simplesmente continuar a treinar até que desapareça.

O mesmo acontece quando a dor obriga a alterar a forma de caminhar ou de executar determinados movimentos.

E quando dói a subir ou descer escadas?

As escadas são um daqueles momentos em que uma dor no joelho se torna particularmente evidente.

Subir e descer escadas exige um maior trabalho da articulação e dos músculos que ajudam a estabilizá-la. Se existe alguma alteração na força, mobilidade ou forma como o movimento é realizado, o joelho pode acabar por suportar uma carga excessiva.

Se esta dor acontece ocasionalmente, pode não significar um problema grave. Mas se é frequente, está a piorar ou começa a interferir com atividades do dia a dia, é importante procurar uma avaliação.

Estalos no joelho são sempre preocupantes?

Não.

É possível ouvir estalos ou pequenos “cliques” no joelho sem que exista qualquer problema associado.

O que merece maior atenção é quando esses estalos aparecem acompanhados de:

  • Dor;
  • Inchaço;
  • Sensação de bloqueio;
  • Instabilidade;
  • Dificuldade em movimentar o joelho;
  • Perda de força.

Nestes casos, uma avaliação profissional pode ajudar a perceber o que está realmente a acontecer.

Quando é que a dor no joelho deve ser avaliada?

Não é necessário esperar até a dor se tornar insuportável para procurar ajuda.

Uma avaliação pode ser especialmente importante quando a dor:

  • Persiste durante vários dias ou semanas;
  • Surge frequentemente durante o exercício;
  • Está a limitar movimentos;
  • Aparece acompanhada de inchaço;
  • Surge depois de uma queda ou traumatismo;
  • É acompanhada por sensação de instabilidade;
  • Impede a prática normal de atividade física;
  • Está progressivamente a piorar.

Quanto mais cedo se perceber a origem do problema, mais fácil pode ser definir uma estratégia adequada.

O que pode fazer enquanto não é avaliado?

Se o joelho começou a doer depois de um esforço, evite insistir nos movimentos ou atividades que agravam a dor.

Isso não significa necessariamente ficar completamente parado. Em muitos casos, manter algum movimento dentro dos limites toleráveis pode ser mais adequado do que deixar de utilizar completamente a articulação.

O mais importante é não tentar “treinar por cima da dor” sem perceber a sua origem.

E atenção a uma armadilha bastante comum: tomar algo para aliviar a dor e assumir que, por já não doer, o problema está resolvido.

A ausência temporária de dor não significa necessariamente que a causa tenha desaparecido.

Como pode a Fisioterapia ajudar?

O objetivo de uma avaliação não deve ser apenas descobrir onde dói, mas perceber porque dói.

Na Fisioterapia podem ser avaliados, entre outros aspetos, a mobilidade, a força muscular, o controlo do movimento e a forma como o corpo responde às diferentes atividades.

A partir daí, pode ser definida uma intervenção adaptada à pessoa e ao problema identificado.

Dependendo da situação, o tratamento pode envolver exercício terapêutico, trabalho de mobilidade, reforço muscular, técnicas manuais e orientação para a retoma progressiva das atividades.

Porque duas pessoas podem ter dor no mesmo joelho e, ainda assim, precisar de abordagens completamente diferentes.

Não ignore uma dor que se tornou parte da rotina

Há dores que aparecem, desaparecem e acabam por ser esquecidas. Até ao dia em que subir escadas, fazer uma caminhada ou voltar ao treino deixa de ser tão simples como era.

Se a dor no joelho persiste ou interfere com aquilo que gosta de fazer, procure perceber a sua origem.

Na Clínica Operário, a avaliação permite olhar para o problema de forma individualizada e definir a abordagem mais adequada a cada caso.

Porque o objetivo não deve ser simplesmente fazer com que o joelho deixe de doer. Deve ser também perceber o que está a provocar essa dor e ajudar a recuperar a confiança no movimento.

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